Câmara renovada em São Bento

Pela primeira vez na cidade, o legislativo será totalmente novo. Nenhum dos nove candidatos que concorreram à reeleição se elegeu

Linda Tomelin – linda.periodo6@gmail.com

A Câmara Municipal de São Bento do Sul foi totalmente renovada no último pleito. Dos dez parlamentares que formarão a legislatura 2009-2012, sete são estreantes, dois já foram vereadores na administração 2001-2004 e um, como era 1° suplente no atual mandato, assumiu a cadeira por 12 meses. Dos vereadores que encerram o mandato em 2008, nove apresentaram seu nome para a disputa, mas nenhum foi reeleito.

Dois médicos, três professores, um representante comercial, um administrador de empresas, dois empresários e um marceneiro. Essas são as profissões dos vereadores eleitos. O mais votado foi Antonio Joaquim Tomazini Filho (DEM), com 1.810 votos. Médico, 50 anos, o campeão de votos lançou-se pela primeira vez a um cargo político e afirma que a sua proposta é melhorar o sistema de saúde pública.

Com 1.003 votos, outro médico eleito vereador é Eduardo Antonio Rodrigues de Moraes (PP), 52 anos. O ortopedista se lançou candidato pela primeira vez em 2004, quando ficou como primeiro suplente. Assumiu uma cadeira do Legislativo por duas vezes na atual legislatura. Primeiro como suplente do vereador Sérgio Pacheco (PP), que se ausentou por dois meses para tratamento médico. Depois, por mais dez meses, quando Deodato Hruschka assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional (SDR). O parlamentar acreditava na vitória deste pleito e atribui essa confiança à maneira como lutou contra o aumento salarial dos vereadores em janeiro deste ano.

Os salários foram reajustados com 31% de aumento para a próxima legislatura. Com isso, a partir de 2009, cada um dos dez parlamentares passa a receber R$ 3,4 mil. Moraes foi o único que votou contra o reajuste, que a princípio seria de 81%, mas com a manifestação popular, ficou em 31%. Para Cláudio Prisco, colunista político do Grupo RBS, a mudança integral do Legislativo municipal pode estar estreitamente relacionada com este fato. “O resultado das urnas mostra o amadurecimento dos eleitores. Eles usaram o poder do voto para mostrar a indignação com seus representantes”.

Entre os eleitos, nomes nunca ouvidos nos bastidores da política são-bentense. Márcio Dreveck (PP), 32 anos, administrador de empresas, conquistou 940 votos. Josias Terres (DEM), 38 anos, professor, eleito com 842 votos, e Marco Aurélio Viliczinski (PSB), 32 anos, representante comercial, morador do bairro Serra Alta, local em que obteve 740 dos 911 votos. “O meu discurso sempre foi de batalhar pelo meu bairro, e será isso que vou fazer”, afirma Viliczinski.

O Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger um vereador, Tadeu do Nascimento (PT), 53 anos, presidente do partido em São Bento. Neste ano, concorreu a sua sétima eleição – três vezes para deputado estadual, três vezes para vereador e uma para prefeito. O líder petista foi eleito com 1.367.

O prédio que abriga a Câmara foi inaugurado no dia 29 de julho de 2005, com 993 m². Foi moção da primeira vereadora eleita Clélia Maria Bork Roesler (PMDB). Apesar do eleitorado em São Bento ser em sua maioria composto por mulheres (são 27.361 eleitoras, contra 26.874 de homens), somente quatro foram eleitas até hoje. Na atual gestão não há representantes femininas no legislativo. Para o próximo, duas foram eleitas: Nilva Marli Larsen Holz (PP), 54 anos, com 1.053 votos e Adriane Elisa Ruzanowsky (PMDB), 43 anos, com 1.006 votos. Ambas são professoras.

Atual secretário municipal de saúde, Luiz Sieves (PMDB), 46 anos, foi o terceiro vereador mais bem votado, com 1.290 votos. Seguido de Lírio Volpi (PMDB), 47 anos, atual presidente da empresa municipal de habitação, eleito com 1.215 votos. É a segunda vez que irá atuar no parlamento são-bentense. A primeira foi na legislação 2001-2004.

Os vereadores são-bentenses se reúnem em seis sessões por mês. O auditório da Câmara, com capacidade para 160 pessoas, é aberto a toda população.

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Candidato do PSDC é único joinvilense a utilizar YouTube na campanha

Maior site de publicação de vídeos não atraiu candidatos joinvilenses

Cláudia Morriesen – clau.morriesen@gmail.com

Talvez o vídeo mais criativo encontrado no youtube entre as campanhas de eleições municipais em Joinville seja o intitulado “Meu Pai Meu Exemplo”, adicionado em 28 de setembro. Estrelado por Daru, professor de matemática conhecido pelas imitações em sala de aula, o vídeo é um VT de dois minutos e 30 segundo no qual o professor pede votos para Osvaldo Henrique Daru, do PSDC e da coligação Joinville que a gente quer. O candidato é pai do professor. O autor do vídeo admite que não está ali “para falar de matemática, nem de estatística, nem de nada”. Só quer pedir que a galera vote no pai dele.

No vídeo, Daru filho ainda encarna as personagens Zé Mané, um jogador de futebol que vota no candidato 27633 (afinal, o esporte é uma das bandeiras do candidato) e Daruzete, no qual aparece com uma toalha rosa na cabeça e um microvestido dançando Mercy, da cantora Duffy, que faz sucesso entre o público jovem. Para concluir o vídeo, produzido com os recursos do Windows Movie Maker, o professor canta uma espécie de samba jingle da campanha.

O resultado foram 287 visualizações do vídeo adicionado em 28 de setembro, 310 na cópia adicionada em 29 de setembro, três comentários e 512 votos para Daru pai no dia 5 de outubro.

Recurso pouco usado

A campanha do Daru filho para o Daru pai, ainda que sem retorno é, no mínimo, criativa. Nenhum outro candidato à câmara de vereadores de Joinville pensou na produção de mídia para internet, publicando no youtube apenas os VTs das campanhas veiculados também na TV.

Por outro lado, um não candidato da cidade utiliza o site para fazer sua campanha, ainda que esta seja fictícia. São 11 vídeos no youtube que pedem votos para Shaolim, candidato de número 00101, partido e coligação desconhecidos e chegado a churrasquícios e campanhas “copo-a-copo”.