Intolerância à lactose afeta até 80% dos adultos

A alergia ao leite é um problema bastante comum também na idade adulta. Para diminuir os sintomas é preciso seguir uma dieta ou ingerir remédios antes das refeições

Carolina Wanzuita – carolinawanzuita@hotmail.com

É bastante comum encontrarmos pessoas com alergia ao leite. Quem têm intolerância à lactose, fazer uma refeição exige uma etapa crucial: antes de comer é preciso verificar se o alimento possui ou não leite ou derivados. Se a resposta for sim, o melhor a fazer é mudar de cardápio, pois os sintomas da alergia não são nada agradáveis. O que também não agrada são os preços, já que uma caixinha de leite sem lactose custa quase o dobro de uma de leite integral/desnatado.

O motivo de se adquirir a intolerância depois de adulto é a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas etnias como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos), segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outros tipos de intolerância acontecem na infância. Um deles – mais raro – se dá quando a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. O problema se resolve ao receber leite materno, que possui lactase. O outro é quando, nos primeiros anos de vida, acontece a deficiência temporária de lactase até que estas células sejam respostas.

Para quem descobre a intolerância quando já tem uma rotina alimentar, acostumar-se ao novo cardápio exige dedicação. A psicóloga Gisela Matos dos Passos, 23 anos, descobriu que tinha a doença há aproximadamente um ano. “Nunca suspeitei, mas numa consulta ao endocrinologista realizei os exames e o resultado mostrou que eu tinha intolerância”, contou. Ela resolveu procurar o médico, pois já sentia alguns sintomas , embora não soubesse. Vale lembrar que os sintomas podem demorar minutos ou horas para se manifestarem, dependendo o organismo. “Mal estar e barriga estufada era o que mais me incomodava”, disse.

Existe no site de relacionamentos Orkut, a comunidade chamada Intolerância à lactose , que reúne cerca de 3.500 membros que discutem e procuram encontrar soluções para o problema. Um dos remédios para intolerantes, o Lactaid, é produzido e importado somente nos Estados Unidos. Na comunidade, é possível encontrar tópicos onde os membros postam sites para encomendar o produto. Uma caixa com 120 cápsulas, em sites de encomenda, custa R$ 75 reais. Na comunidade, os participantes também trocam estes produtos e dão dicas de receitas sem lactose.

Sites onde se encontra o Lactaid :

http://www.ventausa.com/theproducts.cfm?master=735

http://www.vitabrasilnet.com.br/

http://www.puritan.com/-000/-000000?xs=C111C94C60C941829A7EE27B809CC332&np=1

http://www.boxbrazil.com/

Leite materno é alimento completo para os bebês

Além de aumentar o vínculo entre mãe e filho, a amamentação é saudável para ambos. 20h58

Lindanir Helena Tomelin – linda@fm89.com.br

Os benefícios da amamentação são muitos, tanto para a mãe, quanto para a criança. O leite materno possui anticorpos e funciona como uma vacina: protege o bebê de doenças como gripe, infecções, sarampo e diarréia. Crianças amamentadas respiram corretamente e são mais inteligentes. Quando elas chegam à idade escolar têm mais capacidade para lidar com a rotina e as adversidades. Na fase adulta têm menos chances de se tornarem obesas.

Para a mãe, a amamentação ajuda a combater o estresse, diminui o risco de desenvolver osteoporose e câncer de mama. Evita hemorragia pós-parto, recupera o peso anterior à gravidez e protege da anemia. Mulheres que amamentam se sentem menos ansiosas e estabelecem laços afetivos mais estreitos com os filhos.

O Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o aleitamento até os dois anos de idade ou mais. Depois do sexto mês pode ser incluído na alimentação da criança papinhas, frutas e aos poucos o mesmo alimento que a família consome.

O Unicef divulga o cálculo de que o aleitamento materno exclusivo (sem adição de chá, água ou suco) nos seis primeiros meses de vida pode evitar 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos por ano.

Acesse um slide sobre amamentação, produzido pelo Dr. Kalil A. Auache:

Editor do site www.aleitamento.com, Dr. Marcus Renato de Carvalho explica os benefícios do aleitamento materno, clique aqui para ouvir a entrevista.

Ações desenvolvidas sobre amamentação, informações relacionadas ao tema você pode conhecer acessando os sites:
www.aleitamento.org.br
www.aleitamento.com
www.amigasdopeito.org.br
www.ibfan.org.br
www.fiocruz.br/redeblh
www.saude.gov.br
www.sp.senac.br/amamentacao