Culinárias chinesa e japonesa conquistam, aos poucos, espaço em Joinville

Apesar da culinária japonesa e chinesa ter se difundido pelo Brasil, em Joinville são pouco os apreciadores da comida oriental, principalmente a Japonesa que usa o peixe cru como prato principal.

Oriana Dutka – oridutka@gmail.com

A culinária oriental já conquistou muitos adeptos em todo Brasil. Em Joinville a comida chinesa e japonesa são as mais requisitadas. Sete casas oferecem o cardápio na cidade, suficientes para cerca de 500 mil habitantes, ainda um pouco arredios à culinária. Influenciada pelos chineses, a cozinha japonesa tem em sua dispensa como principais ingredientes o peixe, algas e a soja. A chinesa traz mais carboidratos e legumes.

Desde 1980, Luiz Shiaoi, é proprietário do Restaurante China, que fica na região central da cidade. Ele insistiu no ramo e adaptou a comida japonesa a carta de pratos oferecidos pela casa, antes apenas chineses. Luiz foi um dos primeiros a trazer duas diversidades da culinária oriental para a cidade.

Natural de Taiwan, o cozinheiro veio para São Paulo em 1976, e gostou tanto do Brasil que trouxe toda família. De cozinheiro, quatro anos mais tarde, o chinês passou a dono de restaurante e escolheu Joinville para viver e trabalhar. Ele ainda é o responsável pela finalização dos pratos, e pelo manuseio dos peixes crus usados na culinára japonesa. A arte de cozinhar ele aprendeu com os pais, quando era ainda criança.

A paulista Sonia Quintano é a proprietária do Hiro Sushi Bar, que serve receitas com Bacalhau e também é um dos restaurantes com comida japonesa. A casa funciona desde 1999. Mas, já em 97 Sonia oferecia os serviços de sushi bar no Shopping Cidade das Flores. O ex-marido é japonês, por isso ela entrou no ramo. Mesmo brasileira, gostou tanto da culinária, que fez um curso de sushiman em São Paulo, e contrariando a tradição dos japoneses, hoje, é ela quem dá cor À barca de comida japonesa.

A busca pelo sabor da cozinha oriental

Segundo os costumes milenares do Japão a mulher não pode elaborar os pratos. Pois, a temperatura da mão durante o ciclo menstrual altera o sabor dos alimentos que compõe o suhi, por exemplo, feito de arroz com pescados crus. Sonia garante que o manuseio é tão rápido que não há diferença nenhuma. Uma adaptação aceitável pelos consumidores do Hiro, que serve de 10 a 15 barcas por dia, ao custo médio de R$ 35,00 por pessoa.

Shiaoi consegue mais movimento de vendas no Restaurante Chinês, com as opções de comida chinesa e japonesa e chega a servir 80 pratos. Segundo ele, as pessoas preferem a culinária chinesa, por ser mais temperada e cozida.

Sonia revela que os clientes do Hiro são mais estudantes e professores, vindos principalmente de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ela nota que pucos joinvilenses têm o costume de comer as iguarias. Mas isso está mudando, pois os filhos dos freqüentadores nascidos na cidade, encontram nos pais o apetite pela cozinha oriental e já seguem o gosto.

Beatriz Shumacher, professora e enfermeira, é adepta da cozinha japonesa há bastante tempo. Ela diz que foi obrigada a aprender, pois na época todos os amigos comiam: “Até a segunda tentativa tive nojo, mas com o tempo acabei gostando, hoje pelo menos uma vez por semana eu como”, garante. A preferencia é pelo sashimi.

Mesmo se popularizando menos que a comida chinesa a culinária japonesa é delicada, e cheia de formas e cores. Ela enfeita os pratos servidos em travessas laqueadas, cerâmica trabalhada, bambu trançado, ou madeira decorada. Os japoneses acreditam que a comida deve ser saboreada com a boca, os olhos e o coração.

Entre os mistérios da comida oriental estão os hashis. Os pauzinhos são talheres feitos de madeira, bambu, marfim ou metal, e modernamente de plástico. O par é manuseado com a mão direita, entre o dedo polegar e os dedos anelar, médio e indicador, e serve para apanhar os pedaços de comida.

Para quem gosta da comida japonesa há mais esforço em aprender a usar os hashis. Tanto Luiz como Sonia afirmam que os clientes fazem questão de aprender a usar os palitinhos. Beatriz diz que é fundamental comer com os pauzinhos para completar a gosto especial pela comida japonesa, como se houvesse um ritual.

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A hora certa do morango

Fruta mais popular da estação tem propriedades terapêuticas e incentiva criatividade culinária

Rayana Borba e Jouber Castrorayanab@gmail.com e jouberhc@gmail.com

Setembro é o mês certo para as receitas com morangos. Nessa época, além da boa qualidade do fruto, o preço costuma ser mais baixo por conta da colheita. O morango, da mesma família da rosa, é mais comum na Primavera, estação sem frutas. Por isso, não há concorrentes: tem alta produção e venda acelerada. Originário da Europa, o morango é produzido principalmente em regiões de clima ameno, como a região Sul do Brasil.

Sua cultura começou no século 15, mas só se popularizou quando chegou à América. No início do século passado, passou a despertar interesse comercial. Tem propriedades terapêuticas: auxilia o treinamento de reumatismo, de males dos rins, é diurético, eficiente contra infecções e auxilia na prevenção do câncer. A fruta ainda é rica em vitamina C, combatendo a gripe.

Antes de prepará-lo ou consumi-lo in natura, o ideal é lavá-lo em água corrente e deixá-lo de molho em água com limão ou vinagre, por 15 minutos. Pode ficar na geladeira por, no máximo, três dias, sem ser lavado (a água favorece o apodrecimento). O bom morango tem tamanho médio, tem um vermelho vivo e talo bem verde. Quando fatiado, vai perdendo a vitamina C aos poucos.

Para aproveitar a safra, o Primeira Pauta Digital conversou com a cozinheira Frida Roters da Silva, responsável pelos pratos do “Festival Delícias de Morango”, do Holz Hotel. Frida, que não utiliza caderno de receitas, ensinou como fazer uma torta de ricota com morangos.

Torta de ricota com morangos

Ingredientes:
500 g de ricota cortada em pedaços
250 g de creme de leite fresco
1 lata de leite condensado
3 ovos
Suco de 1 limão
1 caixa de morango

Modo de preparo:
No liqüidificador bata a ricota, o creme de leite, o leite condensado, os ovos e o suco de limão. Se preferir, acrescente uma colher de sopa de essência de baunilha. Depois de batido, coloque a massa em uma fôrma previamente untada e junte os morangos picados. Asse em forno a 150º durante uma hora.