Daniela Alves: a nova geração da gastronomia de Joinville

Em pouco mais de um ano, a chef começou a estudar, formou-se e passou a pilotar cozinhas de hotel

Jouber Castro – jouberhc@gmail.com

O lugar de onde veio Daniela Alves, 27 anos, está expresso no sotaque carregado e no paladar: impossível negar que se trata de uma legítima mineira. “Fui criada comendo os quitutes que a minha mãe e a minha avó preparavam. Foi por isso que, com dez anos, comecei a cozinhar, e já fazia frango com quiabo, prato que eu adoro”, explica a moça que desde o fim de setembro é a comandante da cozinha do Anthurium Bistrô, restaurante do Anthurium Parque Hotel, de Joinville.

A história com a comida é longa, mas com a gastronomia nem tanto: faz pouco mais de um ano que ela embarcou no curso de técnico em gastronomia pelo Senac de Minas Gerais, tendo a primeira experiência no Hotel Grogotó, em Barbacena, primeiro hotel-escola da América Latina, e que atende cerca de 150 clientes por dia. “Lá, passei por todos os setores de uma cozinha, mas queria mesmo era ficar no entremetier, coordenando a composição de molhos, carnes e acompanhamentos”, diz ela.

Em abril de 2008, Daniela concluiu o curso já empregada, e de cara como chef de cozinha: foi contratada para comandar a cozinha da Pousada Solar Singuitta, um dos hotéis mais requisitados de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O local conta com uma cozinha exclusiva, já que valoriza a privacidade dos hóspedes. No Singuitta, Daniela cozinhou para gente como Fabio Assunção, Luciano Szafir e outras celebridades. Porém, ficou inquieta: “Lá tinha uma estrutura ótima, mas o movimento era pequeno. Atendíamos a apenas 12 suítes”.

A inquietude a fez enviar seu currículo ao administrador do Anthurium, que gostou do que leu. Numa semana, ela veio fazer uma entrevista de emprego. Na semana seguinte, já estava aqui definitivamente. Melhor ainda: seu marido, Rodrigo – com quem trabalhava no Singuitta – também conseguiu emprego em Joinville. Ele é o novo supervisor do Holz Hotel.

A primeira atitude de Daniela no Bistro foi reformular todo o cardápio. Incluiu especialidades suas como o talharim al mare, com limão siciliano, e o medalhão moscovita, com cogumelos flambados. Ela também averigüou o que havia de disponível na cozinha, e foi dessa maneira que surgiu o Risoto de Bacalhau, prato mais pedido no primeiro mês de “chefia”. “Havia pedaços de bacalhau congelados no canto do freezer, que íam ser jogados fora. Pedi que fossem limpos, dividi em porções e criei o risoto”, lembra.

Daniela trabalha muito com frutos do mar e temperos mediterrâneos. Além disso, abusa de azeites e óleos naturais, sua marca nos pratos. Gosta também de combinações com frutas: “Acredito que as frutas dão uma leveza interessante ao prato”.

Ela conta que o prato mais gostoso que já comeu foi costeleta de cordeiro com purê de maçã, que comeu no Mercado Cruzeiro, em Belo Horizonte. “Além de muito gostoso, o prato estava bem montado”, recorda. O melhor prato que já fez foi, na verdade, um desafio: “Um hóspede pediu um risoto, na época do Singuitta, mas não comia carne. Acabei criando um Risoto de Pêra com Queijo Bree, que ficou muito gostoso”.

Para ela, o dia vale quando o cliente se mostra satisfeito: “Para mim é uma realização. Vou para casa tranqüila”. O que espera de Joinville? “Reconhecimento profissional”. E o que Joinville por esperar de Daniela Alves? “Muito trabalho, e atendimento personalizado”. É só esperar para ver.

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Intolerância à lactose afeta até 80% dos adultos

A alergia ao leite é um problema bastante comum também na idade adulta. Para diminuir os sintomas é preciso seguir uma dieta ou ingerir remédios antes das refeições

Carolina Wanzuita – carolinawanzuita@hotmail.com

É bastante comum encontrarmos pessoas com alergia ao leite. Quem têm intolerância à lactose, fazer uma refeição exige uma etapa crucial: antes de comer é preciso verificar se o alimento possui ou não leite ou derivados. Se a resposta for sim, o melhor a fazer é mudar de cardápio, pois os sintomas da alergia não são nada agradáveis. O que também não agrada são os preços, já que uma caixinha de leite sem lactose custa quase o dobro de uma de leite integral/desnatado.

O motivo de se adquirir a intolerância depois de adulto é a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas etnias como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos), segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outros tipos de intolerância acontecem na infância. Um deles – mais raro – se dá quando a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. O problema se resolve ao receber leite materno, que possui lactase. O outro é quando, nos primeiros anos de vida, acontece a deficiência temporária de lactase até que estas células sejam respostas.

Para quem descobre a intolerância quando já tem uma rotina alimentar, acostumar-se ao novo cardápio exige dedicação. A psicóloga Gisela Matos dos Passos, 23 anos, descobriu que tinha a doença há aproximadamente um ano. “Nunca suspeitei, mas numa consulta ao endocrinologista realizei os exames e o resultado mostrou que eu tinha intolerância”, contou. Ela resolveu procurar o médico, pois já sentia alguns sintomas , embora não soubesse. Vale lembrar que os sintomas podem demorar minutos ou horas para se manifestarem, dependendo o organismo. “Mal estar e barriga estufada era o que mais me incomodava”, disse.

Existe no site de relacionamentos Orkut, a comunidade chamada Intolerância à lactose , que reúne cerca de 3.500 membros que discutem e procuram encontrar soluções para o problema. Um dos remédios para intolerantes, o Lactaid, é produzido e importado somente nos Estados Unidos. Na comunidade, é possível encontrar tópicos onde os membros postam sites para encomendar o produto. Uma caixa com 120 cápsulas, em sites de encomenda, custa R$ 75 reais. Na comunidade, os participantes também trocam estes produtos e dão dicas de receitas sem lactose.

Sites onde se encontra o Lactaid :

http://www.ventausa.com/theproducts.cfm?master=735

http://www.vitabrasilnet.com.br/

http://www.puritan.com/-000/-000000?xs=C111C94C60C941829A7EE27B809CC332&np=1

http://www.boxbrazil.com/

Culinárias chinesa e japonesa conquistam, aos poucos, espaço em Joinville

Apesar da culinária japonesa e chinesa ter se difundido pelo Brasil, em Joinville são pouco os apreciadores da comida oriental, principalmente a Japonesa que usa o peixe cru como prato principal.

Oriana Dutka – oridutka@gmail.com

A culinária oriental já conquistou muitos adeptos em todo Brasil. Em Joinville a comida chinesa e japonesa são as mais requisitadas. Sete casas oferecem o cardápio na cidade, suficientes para cerca de 500 mil habitantes, ainda um pouco arredios à culinária. Influenciada pelos chineses, a cozinha japonesa tem em sua dispensa como principais ingredientes o peixe, algas e a soja. A chinesa traz mais carboidratos e legumes.

Desde 1980, Luiz Shiaoi, é proprietário do Restaurante China, que fica na região central da cidade. Ele insistiu no ramo e adaptou a comida japonesa a carta de pratos oferecidos pela casa, antes apenas chineses. Luiz foi um dos primeiros a trazer duas diversidades da culinária oriental para a cidade.

Natural de Taiwan, o cozinheiro veio para São Paulo em 1976, e gostou tanto do Brasil que trouxe toda família. De cozinheiro, quatro anos mais tarde, o chinês passou a dono de restaurante e escolheu Joinville para viver e trabalhar. Ele ainda é o responsável pela finalização dos pratos, e pelo manuseio dos peixes crus usados na culinára japonesa. A arte de cozinhar ele aprendeu com os pais, quando era ainda criança.

A paulista Sonia Quintano é a proprietária do Hiro Sushi Bar, que serve receitas com Bacalhau e também é um dos restaurantes com comida japonesa. A casa funciona desde 1999. Mas, já em 97 Sonia oferecia os serviços de sushi bar no Shopping Cidade das Flores. O ex-marido é japonês, por isso ela entrou no ramo. Mesmo brasileira, gostou tanto da culinária, que fez um curso de sushiman em São Paulo, e contrariando a tradição dos japoneses, hoje, é ela quem dá cor À barca de comida japonesa.

A busca pelo sabor da cozinha oriental

Segundo os costumes milenares do Japão a mulher não pode elaborar os pratos. Pois, a temperatura da mão durante o ciclo menstrual altera o sabor dos alimentos que compõe o suhi, por exemplo, feito de arroz com pescados crus. Sonia garante que o manuseio é tão rápido que não há diferença nenhuma. Uma adaptação aceitável pelos consumidores do Hiro, que serve de 10 a 15 barcas por dia, ao custo médio de R$ 35,00 por pessoa.

Shiaoi consegue mais movimento de vendas no Restaurante Chinês, com as opções de comida chinesa e japonesa e chega a servir 80 pratos. Segundo ele, as pessoas preferem a culinária chinesa, por ser mais temperada e cozida.

Sonia revela que os clientes do Hiro são mais estudantes e professores, vindos principalmente de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ela nota que pucos joinvilenses têm o costume de comer as iguarias. Mas isso está mudando, pois os filhos dos freqüentadores nascidos na cidade, encontram nos pais o apetite pela cozinha oriental e já seguem o gosto.

Beatriz Shumacher, professora e enfermeira, é adepta da cozinha japonesa há bastante tempo. Ela diz que foi obrigada a aprender, pois na época todos os amigos comiam: “Até a segunda tentativa tive nojo, mas com o tempo acabei gostando, hoje pelo menos uma vez por semana eu como”, garante. A preferencia é pelo sashimi.

Mesmo se popularizando menos que a comida chinesa a culinária japonesa é delicada, e cheia de formas e cores. Ela enfeita os pratos servidos em travessas laqueadas, cerâmica trabalhada, bambu trançado, ou madeira decorada. Os japoneses acreditam que a comida deve ser saboreada com a boca, os olhos e o coração.

Entre os mistérios da comida oriental estão os hashis. Os pauzinhos são talheres feitos de madeira, bambu, marfim ou metal, e modernamente de plástico. O par é manuseado com a mão direita, entre o dedo polegar e os dedos anelar, médio e indicador, e serve para apanhar os pedaços de comida.

Para quem gosta da comida japonesa há mais esforço em aprender a usar os hashis. Tanto Luiz como Sonia afirmam que os clientes fazem questão de aprender a usar os palitinhos. Beatriz diz que é fundamental comer com os pauzinhos para completar a gosto especial pela comida japonesa, como se houvesse um ritual.

Conheça mais sobre a cozinha oriental clicando aqui

Cinema e gastronomia

Aprenda a fazer um delicioso Ratatouille

Patrícia Debortoli – paty.debortoli22@gmail.com

O cinema mundial dispõe de vários filmes que trazem como tema principal a gastronomia, e tratam dela com muita propriedade. Clássicos como “A festa de Babette” nos convidam a uma reflexão sobre paladares, aromas, sentidos e a saborear incríveis descobertas sobre nossos próprios gostos.

No ano passado o crítico de cinema Rubens Edwald Filho e a jornalista Nilu Lebert lançaram um livro de receitas, mas não se trata de qualquer livro de receitas, eles selecionaram 28 filmes que tem como protagonista a gastronomia, o título “O Cinema vai à mesa” traz também histórias sobre pratos marcantes.

Outra prova de que cinema e gastronomia tem tudo a ver, é a animação da Disney/Pixar “Ratatouille”.  O filme é um prato cheio não só para as crianças mas também para adultos, onde “qualquer um pode cozinhar”
Ratatouille é também o nome de um prato de origem francesa. A receita a seguir serve seis pessoas.

Ingredientes

1 pimentão vermelho
– 300g de cebola
– 650g de abobrinha italiana
– 160g de berinjela
– 650g de tomate maduro
– 20ml de azeite de oliva
– 1/3 de cabeça de alho
– 10g de açúcar
– raminhos de salsinha, 2 folhas louro e raminhos de tomilho
– sal a gosto
– pimenta-do-reino a gosto
– óleo de milho (ou de amendoim) para fritar.

Modo de preparo

Lave todos os legumes e retire as partes não-aproveitáveis. Tire as sementes e pique os pimentões e a cebola em cubos, a abobrinha e a berinjela em retângulos (formato de “dominó”). Reserve.
Passe os tomates rapidamente por água fervente, para tirar a pele. Corte os tomates em quatro partes e tire as sementes. Reserve.

Descasque os dentes de alho e pique em pedaços pequenos, ou passe pelo espremedor.
Frite os legumes
Feito isso, comece a fritar os legumes, separadamente. Primeiro, frite o pimentão em um fio de óleo de milho. Quando estiver cozido, mas não excessivamente mole, retire e deixe escorrer em papel-toalha. Reserve.

Faça a mesma coisa com a cebola: frite no óleo de milho até dourar, sem deixar escurecer demais. Quando estiverem douradas, acrescente um pouquinho de sal, tire do fogo e reserve.

Repita o procedimento com a abobrinha. Ela vai estar no ponto quando tiver soltado toda a água. Salgue levemente no final da cocção e deixe de lado.

Agora só falta a berinjela. Antes de fritar, ferva rapidamente os retângulos de berinjela em água, escorra, e frite em seguida no óleo de milho.

Cozimento

Depois de fritar todos os legumes separadamente, você vai precisar de uma panela grande e pesada para finalizar o prato. Coloque o azeite de oliva, o alho picado, o açúcar e os demais temperos verdes para refogar. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. Acrescente os tomates e deixe cozinhar por mais ou menos 15 minutos – até os tomates derreterem.

Feito isso, acrescente todos os legumes reservados, misture e deixe cozinhar por mais ou menos 30 minutos. Quando estiver cozido, retire os galhos de tempero e louro, e está pronto para servir.

Refeições com um click

Empresas joinvilenses do ramo alimentício seguem modelo de franquias e aceitam pedidos via internet

Ana Carolina Luz – anacarolinadl@gmail.com
Rayana Borba – rayanab@gmail.com

Pedir lanches via internet não é novidade para grandes redes como McDonald´s, com franquias na cidade. Agora, as empresas joinvilenses também oferecem este tipo de serviço, facilitando a vida do consumidor. O Napperon Bistrô Delivery é um destes estabelecimentos. A especialidade da casa é sanduíche com pães e molho especial. O Disk Gourmet, que também aceita pedidos online, oferece pratos mais elaborados como mignon ao champignon, camarão a newbourg e salmão ao molho de laranja.

O alto volume de ligações atendidas diariamente e as solicitações feitas por programa de bate-papo motivaram o gerente do Napperon, Eduardo Pereira, a implantar um sistema de pedidos via web. Longe do ideal, 80% dos pedidos ainda são feitos por telefone. “Na internet, as encomendas do site já ultrapassaram as do MSN, o que facilita nosso processo”, comemora.

Eduardo explica que os pedidos do site são enviados diretamente para a cozinha, que prepara os sanduíches imediatamente. Já via MSN, o encaminhamento é mais lento devido ao diálogo que precisa ser mantido entre cliente e atendente. “Se o cliente não for objetivo, o atendimento se torna muito mais burocrático”, comenta. No entanto, é por meio do recurso de mensagens instantâneas que o consumidor pode ser avisado, no ato, quando seu pedido estiver pronto e saindo para a entrega.

Cliente há seis meses, Nelize Roveda, 21 anos, conheceu o Napperon por meio de colegas de trabalho que optavam por almoçar no escritório. “Como a taxa de entrega é baixa, vale a pena”, diz ela, que costuma pedir o lanche de mortadela defumada, seu favorito. Nell, como é conhecida, admite que embora o mais correto seja pedir pelo site, prefere utilizar o MSN: “Assim, posso optar por tirar algum ingrediente do sanduíche que escolho, por exemplo”.

Os lanches oferecidos pelo Napperon custam em média R$ 8,50. Com bebida e sobremesa a refeição pode custar R$ 12. A taxa de entrega varia de R$ 1 a R$ 8, de acordo com a localização.

Para solicitar lanches do Napperon, basta escolher o produto logo na home do site. Clicando no ícone desejado, insere-se o mesmo em um carrinho de compras virtual, que automaticamente vai somando os valores à medida que vão sendo adicionados. Feito isso, é só finalizar o pedido. Em seguida, é preciso efetuar o cadastro, que conta com doze campos. Para as próximas solicitações, é necessário apenas informar e-mail e senha.

Trabalhando com pratos elaborados, as entregas feitas pelo Disk Gourmet custam R$ 3, independente da localização. Já o preço das refeições varia de R$ 13,90 a R$ 49,90. Localizado no shopping Mueller, o Disk Gourmet oferece carnes, aves, peixes, camarões, massas, lasanhas, risoto, beirute e pizza. Os pedidos podem ser feitos também por telefone e presencialmente.

Para pedir via web é fácil: após ver o cardápio, opta-se pela refeição desejada, bebida e acompanhamentos, além da sobremesa. O pedido é finalizado com o preenchimento dos oito campos cadastrais, e, em seguida, deve-se informar a necessidade de troco e a confirmação do endereço de entrega. A solicitação é confirmada via e-mail. No Disk Gourmet é possível selecionar o “pedido diferenciado”, campo no qual é possível solicitar a inclusão ou retirada de algum ingrediente que compõe o prato.

E como ter a certeza de que o cliente vai esperar para receber o lanche, e o principal, pagar por ele? “Nossos clientes geralmente são pessoas que estão trabalhando e querem poupar tempo”, diz o gerente da Napperon. Assim, quando o pedido é feito, a forma de pagamento já é escolhida, e o motoboy já vai com o troco exato. “Até o momento, não tivemos que lidar com nenhum prejuízo”, celebra o gerente.

Grandes redes também oferecem serviço na cidade

Serviço de entregas em domicílio da rede McDonald’s, a McEntrega também pode ser solicitada via internet, serviço já disponível em Joinville. Para isso, basta que seja efetuado um cadastro no site da empresa, no qual devem ser informados dados pessoas e o endereço para envio do pedido. O procedimento deve ser realizado apenas no primeiro pedido. Para os seqüenciais, basta preencher os campos de e-mail e senha. O cardápio está disponível para download, em pdf.

Por meio do sistema da entrega McDonald’s, é possível que o cliente acompanhe todas as etapas do pedido: desde o restaurante até o endereço escolhido. Cartões de crédito, cheque, dinheiro ou vale-refeição são aceitos no pagamento do lanche que, de acordo com a proposta da lanchonete, deve ser feita em, no máximo, 7 minutos. A assessoria de comunicação da rede foi procurada para esclarecer dúvidas sobre o assunto, porém, não quis se manifestar.

Gastronomia presente nas obras de Machado

Trechos das obras de Machado detalham pratos típicos brasileiros e europeus. Confira algumas receitas abaixo.

Parítica Debortolipaty.debortoli22@gmail.com 

Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, refeições são descritas com certo esmero, temperando a obra com sabores da culinária Brasileira e Européia.

No Brasil…

Capítulo 11- O menino é o pai do homem
…”Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce «por pirraça»; e eu tinha apenas seis anos”…

Doce de coco
Ingredientes:
1 coco ralado
1/2 kg de açúcar
1 colherinha de manteiga
Água
Preparo:
1.Tire a água do coco e reserve-a, quebre-o e rale sem descascar a pele.
2.Numa panela coloque 1 xícara (chá) de açúcar e deixe queimar.
3.Quando estiver bem escuro, junte a água do coco e depois o coco ralado.
4.Quando a calda engrossar, tire do fogo e junte a manteiga.

Capítulo 115- O Almoço
…“Que requinte de temperos! que ternura de carnes! que rebuscado de formas! Comia-se com a boca, com os olhos, com o nariz. Não guardei a conta desse dia; sei que foi cara. Ai dor! Era-me preciso enterrar magnificamente os meus amores. Eles lá iam, mar em fora, no espaço e no tempo, e eu ficava-me ali numa ponta de mesa, com os meus quarenta e tantos anos, tão vadios e tão vazios; ficava-me para os não ver nunca mais, porque ela poderia tornar e tornou, mas o eflúvio da manhã quem é que o pediu ao crepúsculo da tarde?”…

Receita de Abará
Bolinho de origem afro-brasileira .
No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá e Ibeji.

Ingredientes:
500 g de feijão fradinho
6 folhas médias de bananeira cortadas em pedaços de 10 x 20 cm
2 cebolas grandes cortadas em pedaços
250 g de camarão seco defumado, sem casca
1 colher de chá de gengibre ralado
1/4 de xícara de azeite de dendê

Para o molho:

1 xícara de camarão seco defumado, sem cabeça e sem rabo
1 cebola grande picada
3 colheres de sopa de azeite de dendê

Modo de preparo:
1.Passe o feijão-fradinho pelo processador ou pelo liquidificador até ficar bem quebrado.
2.Coloque de molho na água de um dia para o outro.
3.Retire as cascas que subirem à superfície.
4.Passe em água corrente e escorra.
5.Reserve.
6.Cozinhe a folha de bananeira no vapor por 4 minutos ou até começar a murchar.
7.Bata o feijão, a cebola, o camarão e o gengibre no processador, até ficar uma massa homogênea.
8.Junte o azeite-de-dendê e misture bem.
9.Enxugue bem as folhas e em cada uma coloque uma colher da mistura preparada.
10.Numa das pontas, sobreponha um lado da folha sobre o outro.
11.Dobre as laterais para o centro, como uma flecha.
12.Dobre para baixo.
13.Repita a operação com a outra extremidade.
14.Cozinha os abarás no vapor por 30 minutos ou até aumentar de tamanho.

Recheio:

1.Passe o camarão no processador.
2.Frite a cebola no azeite-de-dendê até murchar.
3.Junte o camarão e refogue por 10 minutos, em fogo baixo.
4.Se secar, junte um pouco de água.
5.Sirva o abará quente ou frio na própria folha de bananeira.
6.Cada pessoa corta o abará ao meio e coloca um pouco do recheio.

Na Europa…

Parte da História de Brás Cubas se passa em Lisboa. Um prato típico da culinária portuguesa o bacalhau ganhou o nome  de “Brás”.

Bacalhau ao Brás

Ingredientes:

500 g de bacalhau 5 batatas médias raladas 6 colheres (sopa) de azeite 2 dentes de alho amassados
2 cebolas grandes em rodelas finas
6 ovos
2 colheres (sopa) de salsinha picada
Sal e pimenta a gosto
Óleo para fritura
Azeitonas pretas

Modo de preparo:

Lave o bacalhau, coloque em uma tigela e cubra com água fria. Tampe a tigela e deixe na geladeira por 36 horas, trocando a água de vez em quando para eliminar o sal. Em seguida, escorra a água, retire a pele e as espinhas. Desfie a carne com as mãos e reserve. Coloque bastante óleo em uma panela e, assim que estiver bem quente, frite as batatas aos poucos até ficarem douradas. Retire com uma escumadeira e coloque sobre papel absorvente para retirar o excesso de óleo. Em outra panela, aqueça o azeite e refogue, em fogo baixo, o alho e a cebola, até a cebola dourar. Acrescente o bacalhau desfiado e cozinhe por 10 minutos, mexendo sempre. Retire e reserve. Coloque em uma tigela os ovos, o sal e a pimenta. Bata por 3 minutos, ou até começar a espumar. Despeje sobre o bacalhau e volte ao fogo. Deixe cozinhar, mexendo com um garfo, até os ovos ficarem cremosos. Misture as batatas fritas e a salsinha. Coloque em uma travessa, distribua as azeitonas pretas e sirva.

Jovens trocam refrigerante por cafezinho

A qualidade na hora de fazer e servir o famoso cafézinho conquista clientes. Em algumas confeitarias,  ele chega a ser responsável por 80% das vendas. “Acredito que são os mais pedidos porque são os mais rápidos de serem feitos”, afirma a responsável por uma padaria central de Joinville.

Carolina Wanzuita – carolinawanzuita@hotmail.com

Seja em qualquer horário, não há quem resista à famosa “pausa para o café”. Sem dúvida, a bebida é uma das mais populares do Brasil, independente do tipo: expresso, cappucino, puro, com leite, ou das mais variadas maneiras. Prova disso, é que existe até o Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio.

O café representa 80% do total das vendas diárias na confeitaria Amor & Canela, na Rua Princesa Isabel, em Joinville (SC). “É bastante significativo o número de cafés que se vende aqui”, contou Michele Negherbon, que coordena o estabelecimento. Segundo ela, não há um horário específico para as pessoas pedirem o café, em qualquer horário a bebida sempre é solicitada.“Acho estranho que muitos adolescentes preferem o café ao invés de refrigerante,” disse Michele. Ela conta que o número de jovens que freqüentam a confeitaria e são clientes do cafezinho é bastante expressivo. “Muitos deles pedem as duas coisas: o suco ou refrigerante, e o café”.

Na loja se gasta 1 quilo e meio de café por dia, sendo que em cada xícara vão oito gramas de café. Ao todo, 188 xícaras. No ranking dos “mais pedidos” estão o café expresso, o carioca e o cappucino. “Acredito que são os mais pedidos porque são os mais rápidos de serem feitos. Tem tipos de café que são vendidos nos finais de semana, aqueles que as pessoas têm tempo de esperar, apreciar”, explicou Michele.

O café custa entre R$ 5,50 e R$ 2 reais. Um dos mais pedidos aos finais de semana é o café bombom (na foto acima). É composto por chocolate ou leite condensado, chantilly e café. O orange coffee (café com licor de laranja), o chocafé (café e chocolate) e o café vienense (café, chocolate e creme de leite) também estão na categoria dos “apreciativos”. São verdadeiras obras de arte.

A confeitaria é a única que faz a tortaTiramisu,em que o café é um dos ingredientes. O famoso doce italiano é elaborado com creme suave à base de queijo mascarpone com savoiardi (bolacha) embebida no café expresso. A cobertura é composta de cacau em pó.

Na dose certa, o café reduz o colesterol, auxilia no combate a doenças coronarianas. Proporciona efeitos antidepressivos e reduz o risco do Mal de Parkinson. Além disso, protege contra diabetes do tipo dois. O café ainda desenvolve ação antioxidante e auxilia em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto). Leia aquios benefícios do café.

Conheça maissobre a história do café no mundo e no Brasil.