12 milhões de blogs estão espalhados pela web

A ferramenta é disponibilizada gratuitamente e é um meio para que todos tenham acesso a publicação de conteúdos

Rafaela Mazzaro – fafa_mazzaro@hotmail.com

O weblog é uma ferramenta de publicação que tem suscitado discussões, principalmente na área de comunicação, devido ao seu poder de “dar voz” a qualquer usuário da internet. Gratuitamente, qualquer internauta pode ter o um blog e postar nele o que bem entender. A ferramenta é de fácil manuseio e em menos de 10 minutos pode-se criar um blog temático ou de conteúdo variado. Segundo o blogueiro e jornalista Carlos Castilho, são mais de 12 milhões de blogs espalhados pela web e diariamente são criados cerca de 175 mil.

O blog surgiu em 1997 para servir como uma espécie de diário online para internautas. O nome remete aos diários de bordo dos capitães de navios. Caracterizado pela organização de conteúdo – as postagens são separadas por data e cada novo texto é publicado no topo da página, acima do artigo mais recente da lista –, o modelo de blog que conhecemos hoje foi desenvolvido pelo americano Dave Winer.

O momento em que o blog foi percebido como um meio que revolucionaria a liberdade de expressão, de acordo com reportagem publicada na revista Superinteressante, foi com o ataque ao WTC, em Nova Iorque. O caos era tão grande que os meios tradicionais de comunicação entraram em colapso. Sites saiam fora do ar e no meio de tanta confusão era difícil levantar histórias. O blog surgiu neste contexto como a forma mais simples para que as pessoas contassem o que estava acontecendo nas imediações de suas casas.

Muitos blogs já possuem público fiel, porém, outros estão vagando pela rede e não dispõem de visibilidade suficiente para garantir sucesso entre os usuários, apesar de serem interessantes. Quatro integrantes da redação do Primeira Pauta Digital indicaram alguns blogs que merecem o acesso dos leitores.

http://gameoverthinker.blogspot.com/

“O blogueiro é genial. Ele tem uma visão crítica sobre a relação dos games com a mídia e a política”.  Pedro Leal.

http://crispimj.blogspot.com

“O autor, apesar de ser um estudante de engenharia, está sempre ligado no que sai na mídia. Ele comenta de tudo um pouco, desde novos produtos até música. Está sempre atualizado em todos os assuntos”. Daniela do Canto.

http://www.tatibernardi.com.br/

“A Tati escreve para várias revistas. Ela conta a sua vida amorosa de uma forma engraçada”. Rosimeri Back.

http://www.casadeparagens.blogspot.com/

“Gosto das poesias e das crônicas postadas. Leio regularmente”.
Alexandre Perger

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Cuidados necessários com a pele devido as altas temperaturas do verão

Como evitar doenças na pele durante exposição ao sol? A dermatologista, Carla Botasso Almeida enfatiza a prevenção

Oriana Dutkaoridutka@gmail.com

Com a chegada de dias mais quentes, típicos do verão, as pessoas acabam se expondo mais ao sol. Seja no lazer ou no trabalho, o calor exige roupas mais leves e curtas, e cuidados mais rigorosos com a pele. Mas, nem sempre esta preocupação é seguida conforme orientam os dermatologistas.

Segundo a Pesquisa Nacional de Controle do Câncer de Pele feita em dezembro de 2007 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em Santa Catarina. No estudo, foram investigados 1.413 pacientes, e baseado neste número, apenas 36,6% se expunham ao sol com proteção adequada. Mais de 58% não tinham cuidados mínimos, que são os protetores de fator 15 (FPS).

Esta mesma pesquisa diagnosticou 151 indivíduos com Carcinoma basocelular e 34 com Carcinoma espinocelular, tipos mais comuns de cânceres de pele. O mais grave é o Melanoma maligno, o qual, foi comprovado em 12 pessoas. Segundo a SBD o câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos diferentes tipos de neoplasias.

O Sul do Brasil é uma das regiões com maior estatística de câncer de pele. O motivo vem da descendência européia. Pessoas de pele clara, olhos claros, com sardas e ruivas são mais sensíveis ao sol, e devem ter um cuidado maior. A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elabora todos os anos informativos alertando a população para o uso do protetor solar. A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera que ocorra 132 mil novos casos deste tipo de câncer no mundo,

Aumento da incidência dos raios ultravioletas pede proteção

A prevenção primaria pode evitar o surgimento do câncer de pele. E não é difícil fazê-la. Alguma das medidas preventivas estão em evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas, horário de maior incidência dos raios ultravioletas, utilizar filtro solar de no mínimo 15 FPS, o uso de óculos e chapéus com trama juntas, e guarda-sol feitos de lona e algodão. Um conjunto essencial para prevenir a agressão causada pelo sol.

Pele bronzeada é sinal de agressão à pele. Num esforço para aumentar a proteção contra a radiação solar, a pele produz mais melanina, e, como conseqüência, há escurecimento da pele. Ao mesmo tempo em que o bronzeado se desenvolve, já ocorreu dano permanente nas células. Apesar da pele amorenada pelo sol ser uma indicação de beleza para os brasileiros, a SBD adverte: a exposição ao sol de forma inadequada pode trazer prejuízos à pele como o envelhecimento precoce, alergias, alteração no sistema imunológico e o câncer.

Formada em Dermatologia pela PUC de Campinas, São Paulo, e especialista na área há sete anos, Carla Botasso Almeida, atende clinicamente em Joinville desde 1994. Carla também fez um alerta importante para um das conseqüências após a exposição imprópria ao sol, que é a vermelhidão da pele. Segundo a dermatologista isso já é sinal de queimadura solar de primeiro grau, e não bronzeamento. Se esta agressão à pele foi acometida gradativamente poderá resultar futuramente em algum tipo de neoplasia de pele.

Confira mais informações sobre os cuidados com a pele no site: www.sbd.org.br

GPS: palavra ainda sugere alta tecnologia para poucos

Sistema de localização e navegação se torna uma necessidade da vida moderna

Max Ferreira Machadomaxtt@terra.com.br

Muito se ouve falar sobre GPS. Em conversas sobre tecnologias e automóveis importados esse equipamento é citado, principalmente, quando alguém volta da Europa ou dos Estados Unidos. A primeira impressão é que se trata de um equipamento caro e só agregue o conceito de alta tecnologia, pois é comum ouvir comentários de pessoas que conduziram carros na Europa com esse equipamento.

E afinal, o que é GPS? A sigla vem de Global Positioning System, ou Sistema de Posicionamento Global. O sistema tornou-se operacional em 1995 e é composto por 26 satélites que se movem a uma velocidade de 11.265 quilômetros em uma altitude de 20.200 quilômetros. Os dispositivos que possuem GPS enviam sua identificação para o satélite e vice-versa. Estabelecida a comunicação, o satélite localiza as coordenadas da posição do dispositivo. O acessório tem como principal função localizar o endereço desejado pelo motoristas a fim de otimizar o trajeto no tocante à  facilidade e segurança.

Hoje em dia, qualquer pessoa que viaje para outra cidade e procure pontos turísticos ou queira chegar a lugares definidos previamente tem o GPS como ferramenta ideal para ajuda imediata. O equipamento, pouco maior que um telefone celular, tem uma tela  na qual se pode visualizar a programação do local onde se deseja chegar.Ao programar o trajeto, uma voz emitida do aparelho indica o percurso passo a passo, sem que o motorista precisa desviar seu olhar da direção.

Além disso, o GPS tem uma memória, na qual  constam informações de utilidade pública sobre a cidade, onde o sujeito transita. Cada vez mais utilizado, o aparelho tem preço considerado acessível – em torno de 800 reais – o mesmo valor de um rádio com CD player. A instalação é fácil: o aparelho é fixado no pára-brisa através de uma ventosa e o cabo de conexão é fixado ao acendedor de cigarro do veículo.

De acordo com Juliana Specki, proprietária de uma loja que comercializa o produto,em Joinville, a procura pelo acessório aumentou de uns tempos pra cá, embora muitas pessoas ainda não tenham noção da utilidade do GPS.

O futuro do jornalismo está nas páginas da web?

Carlos Castilho prevê um amadurecimento da produção jornalística online e não acredita no fim dos jornais impressos

Tatiane Martins – thaty_martins@hotmail.com

A expansão da tecnologia permitiu que a plataforma digital conquistasse cada vez mais usuários. Para Carlos Castilhos, jornalista e pesquisador em mídia digital, esse sujeitos são atraídos pela possibilidade de conexão com pessoas e assuntos de qualquer parte do mundo. Por meio de um clique, o internauta começa a navegar nas páginas digitais e buscar nelas o que sua mente puder imaginar.

Mesmo com o desenvolvimento acelerado da Internet, o jornalismo online ainda não atingiu a qualidade desejável. Grande parte dos sites de notícias não tem redação própria e suas publicações ficam dependentes de agências e redações de jornais impressos. O pesquisador acredita que a produção jornalística para web ainda está engatinhando.

Castilho foi conferencista do Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e Santa Catarina, que ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro no Bom Jesus/Ielusc. No evento, o jornalista falou sobre o futuro do jornalismo e sobre a influência da interatividade da internet nos demais meios de comunicação. Ele nos concedeu uma entrevista, falando um pouco mais sobre o assunto.
Acompanhe.

Observação astronômica é realizada em escolas de Joinville

Um projeto idealizado pelo professor José Fernando Fragalli, da Udesc Joinville, tomou forma em agosto de 2007 e caminha para o segundo ano.

Lorena Trindade – lorena_trindade@yahoo.com.br

Desde agosto de 2007, o curso de Física da Udesc Joinville colocou em prática o projeto “Astronomia como base de educação para a ciência”. A idéia do professor José Fernando Fragalli foi transformada em projeto de extensão e com a colaboração de dois bolsistas, Iury Körting de Abreu e Juliana Motter, a observação telescópica começou a ser levada para além dos muros do campus.

As escolas públicas de ensino médio e fundamental têm a chance de ampliar o conhecimento de seus alunos. Além das instituições, todas às sextas-feiras, a observação astronômica acontece no campus da universidade, a partir das 18 horas, no campus da universidade. Mas esta não é a única ação dos físicos. Para reunir os interessados na ciência que move o mundo, mais projetos, trabalhos e experiências podem ser conferidos no site http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.php ou no portal da universidade.

As escolas interessadas em receber o telescópio deve entrar em contato com o Departamento de Física da Udesc. O telefone é: 4009-7944 ou 4009-7858.

Machado de Assis não gostava de ciência

Para alguns intelectuais da época, Machado de Assis era um homem sem conhecimento científico e com pouca paixão política


Tiago Santostiagonsan@gmail.com

Capa do livro "O Alienista", no qual Machado versa sobre a loucura e a sociedade

Capa do livro "O Alienista", de Machado

“Machado de Assis, o genial escritor brasileiro, desconfiou muito dos entusiasmos com que os seus contemporâneos incensaram a ciência”. Esta é a resposta de botagirl para a pergunta “O que significava a ciência para Machado de Assis?”, feita pela Nanda, na ferramenta Yahoo! Respostas.

Machado de Assis era um severo crítico da ciência. Essa posição é pouco comentada na bibliografia sobre o autor, porém está presente em grande parte de sua obra. Seu ceticismo vem do envolvimento do escritor com a Nova Geração, grupo de intelectuais que surgiu no fim do século XIX. Segundo Richard Miskolci, doutor em sociologia pela USP, Machado compartilhou as idéias marginais do grupo, principalmente no posicionamento contra-Império. Mas ao contrário dos outros, nunca aderiu à política intensamente.

Miskolci cita em um de seus artigos que Sílvio Romero, intelectual contemporâneo de Machado, mas que ao contrário dele, perseguiu os ideais positivistas da época, afirmava que Machado de Assis “não tinha conhecimento científico nem paixão política, atributos que ele considerava essenciais no verdadeiro intelectual, ou mais claramente, no homem de ciência que via em Tobias Barreto, em si mesmo e nos outros companheiros da geração de 1870”. Ele estava mais envolvido com a dimensão estética de suas obras do que qualquer assunto que surgisse de um meio extraliterário. (leia artigo de Richard Miskolci aqui)

Para o professor português Nuno Crato, os positivistas brasileiros, que idealizaram a projeção da República no Brasil, estavam dispostos a moldar a sociedade brasileira segundo o conhecimento dito científico, como proferia a filosofia positivista de Auguste Comte. Machado foi feliz em se posicionar contra este ponto de vista, que na época era atitude revolucionária. O autor percebia que ao submeter todos os fenômenos sociais ao racionalismo extremo, que muitas vezes se mostra pretensiosamente equivocado, ampliam-se as diferenças entre as classes em nome de um progresso cego.

Não tardou para que Machado de Assis desferisse críticas à produção desta nova geração de intelectuais brasileiros de 1870. Segundo ele, ciência e poesia nunca poderiam ser feitas com as mesmas palavras. A ironia de Machado em relação à ciência está presente principalmente em O Alienista, onde relata o trabalho de um médico para sanar todos os habitantes da loucura. Machado desmistificava a pretensão da ciência em explicar a realidade em sua completude, tão em voga na época.

Com Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado consegue ironizar a disposição da ciência em dar explicação para todos os males da humanidade. O plaustro Brás Cubas, criado pelo personagem principal do romance, seria um remédio para a melancolia e mal-estar dos homens. Mas a idéia não sairia do escopo, pois seu criador morreria justamente por idealizá-la demais. A obra funciona também como um excelente observatório social da época.

Para Moacyr Scliar, médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Machado foi um intérprete agudo e sensível da realidade brasileira, funcionando como um sismógrafo do Brasil na virada do século 19 para o 20. A maior contribuição de Machado à Ciência talvez tenha sido os estudos e observações acerca da sociedade brasileira no fim do Império, e que perduram pertinentes até os dias de hoje, por sinal.

O Machado Jornalista

Fazer jornalismo nunca foi a pretensão de Machado de Assis. Mesmo assim, seu trabalho como cronista teve um papel chave para moldar o jornalismo atual.

Ariane Olsenaloha_ani@yahoo.com.br

Por mais literárias que fossem, as crônicas que Machado de Assis publicou nos periódicos da sua época tiveram uma participação crucial na configuração do jornalismo atual. Seus textos, que misturavam ficção e realidade, incentivavam o leitor a refletir sobre o mundo que os cercava, e, assim, compreendê-lo melhor.

Segundo Patrícia Pina em seu artigo “Machado de Assis: jornalismo e leitura”, as crônicas machadianas não só incentivaram o pensar da realidade, mas criaram uma cultura de leitura. O público oitocentista tornou-se, gradativamente, um leitor habituado a determinado tipo de texto, habituado a pensar e refletir.

Cristiane Costa diz, em um artigo publicado no site Observatório da Imprensa, que trabalhar nos jornais brasileiros era “uma chance de profissionalização e legitimação social rara para escritores num país sem leitores”. Tomando essa informação histórica como ponto de partida, nada mais coerente que os escritores da época tivessem como objetivo transformar um público de cultura de comunicação oral em leitores assíduos.

Fragmento do jornal “Marmota Fluminense”, com texto de Machado de Assis

Fragmento do jornal “Marmota Fluminense”, com texto de Machado de Assis

Machado tomou para si, então, talvez até inconscientemente, a tarefa de formar um leitor, construir um hábito de leitura no público. Em doses homeopáticas, começou com textos onde o autor era um amigo do leitor, mera distração impressa nos jornais. Gradualmente tornou-se um hábito indispensável até para os mais despreocupados com assuntos tidos como sérios. Pôde, então, com um público fiel já conquistado, escrever sobre assuntos sérios.

O jornalismo atual não visa educar o leitor, mas foi graças a essa cultura da leitura inspirada por Machado que a predominante comunicação oral abriu espaço para um periódico escrito. Suas crônicas também suavizaram a transição da leitura de livros – literatura – para a leitura de textos jornalísticos. Eram uma escrita literária com temas atuais (na época) e reais, de relevância para a vida cotidiana da população.

Influência no Jornalismo Joinvilense

Entretanto, por mais importante que sua atuação nos periódicos oitocentistas tenha sido para o jornalismo atual, os jornalistas joinvilenses, em sua maioria, não sentem que sua prática tenha sido influenciada por Machado. O jornalista e professor do Bom Jesus/Ielusc Gleber Pieniz diz ter esperanças que suas leituras de Machado não o tenham influenciado. Afirma que a linguagem literária usada pelo escritor não é condizente com a visão que o docente tem de como o jornalismo deve ser: claro e direto.

Leonel Camasão, repórter do jornal A Notícia não reconhece em si influências machadianas: “eu sempre gostei de Machado. Li bastante no ensino médio e no primeiro ano da faculdade, mas nunca cheguei a pensar nele jornalisticamente. Se me influenciou, foi de maneira subjetiva”. O repórter do Jornal Notícias do Dia Juliano Nunes não é diferente. Admite ter lido pouco das obras de Machado e nega que sua prática jornalística tenha sido influenciada pelo autor.

A colaboração machadiana no jornalismo brasileiro rendeu diversos estudos, dentre eles o artigo do crítico Astrojildo Pereira Duarte Silva “Machado de Assis, romancista do Segundo Reinado”, e a pesquisa da catarinense Ana Luiza Andrade, ex-professora de Literatura Brasileira em Harvard, “Transportes pelo olhar de Machado de Assis”. O centenário da morte de Machado fez surgirem ainda mais trabalhos sobre esse grande escritor. Mereceu matéria e edição comemorativa do Jornal do Senado, assim como uma edição especial do Jornal da Unicamp. A Unesp também criou um site especialmente para divulgar trabalhos sobre Machado, em homenagem ao centenário.