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É na água que eles ficam à vontade

A natação, ainda nos primeiros meses de vida, favorece a saúde e proporciona momentos de descoberta para os bebês

Tatiane Martins – thaty_martins@hotmail.com

A vida dos bebês começa na água. Acostumados, durante nove meses, ao meio líquido, o retorno a esse elemento é surpreendente. Impossibilitados de se deslocarem sozinhos na terra, na piscina eles readquirem o potencial motor de se locomoverem.

A natação é um esporte completo pela utilização de todos os grupos musculares do corpo de quem a pratica. Para um bebê não é diferente. Sendo a única atividade física que ele pode executar, ela auxilia no desenvolvimento das células cerebrais, proporciona noções de espaço e tempo. Além de estimular o apetite, reforçar o sistema cardiovascular e tranqüilizar o sono.

Segundo instrutora de natação Caroline Pfutzenreuter, 27 anos, desde que nasce a criança já está apta, em termo motores, a fazer natação. No entanto, devido à baixa imunidade, o recomendável é que se matriculem os pequeninos após os 6 meses de vida. “Dos 3 meses em diante já é possível iniciar as aulas, porém, o ideal é a partir dos 6 meses”.

Cuidados com o ambiente das aulas também são muito importantes. A temperatura da piscina deve ser próxima dos 32 graus Celsius, um pouco mais alta em dias de frio intenso. Não pode haver corrente de ar, pois os nenéns são muito sensíveis. Brinquedos de diferentes tamanhos e texturas devem fazer parte das aulas. Os horários dever ser exclusivos das crianças. “É importante que a piscina seja só para os bebês. Outras movimentações podem tirar a atenção deles”, acentua a instrutora.

A presença dos pais também é outra característica da natação de bebês, como lembra o pediatra Carlos Sérgio Moura, 45 anos. De acordo com o médico, o acompanhamento se faz fundamental, pois além da segurança passada para a criança, é nesse período que ocorre o desenvolvimento afetivo.

A inteligência emocional, por meio de atividades específicas, promove uma aproximação entre pai e filho. “O controle psicológico é formado até os 2 anos de idade, por isso é essencial que o pai esteja perto para ajudar a transformar o medo de desconhecido em um ambiente alegre e prazeroso”, acrescenta o pediatra.

Patrícia Spinelli, 32 anos, professora de inglês, freqüenta aulas de natação com a filha Júlia, de 8 meses. Ela conta que o esporte tem proporcionado para Júlia uma maior sociabilidade. “O objetivo principal é aprender a nadar, mas a natação vai muito além disso. É um excelente instrumento para ajudar a criança na aprendizagem”. Patrícia afirma que procurou o esporte porque sabia dos benefícios que ele traria à saúde da filha.

As aulas de natação duram cerca de 30 minutos. Elas são praticadas, em geral, duas vezes por semana, e sempre acompanhadas de música, o que ajuda no desenvolvimento do bebê.

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O exercício para se conhecer melhor

Cada vez mais na moda, o yôga é uma das técnicas mais antigas de exercício

Linda Tomelin – linda.periodo6@gmail.com

Nos dias de hoje, em que o estresse toma conta das pessoas numa corrida contra o tempo, o yôga pode ser uma alternativa para quem busca equilíbrio interior e qualidade de vida. Originada na Índia, essa antiga filosofia conquista novos adeptos nas salas de ginástica em São Bento do Sul. Com o objetivo de unir corpo e mente através de exercícios de relaxamento e respiração, o yôga proporciona um desenvolvimento da flexibilidade e um profundo relaxamento.

“O yôga me deixa mais calma e consigo resolver os desafios do dia-a-dia com mais tranquilidade”, garante Camila Souza Linhares, 28 anos, praticante há cinco anos. Ela confessa que era muito agitada e explosiva. Como nunca gostou de musculação procurou um exercício que ao mesmo tempo fortalecesse a musculatura e proporcionasse um relaxamento mental. Camila afirma que a persistência deve fazer parte da rotina de quem busca no yôga uma melhora para o corpo e mente. “Alguns benefícios do yôga são visíveis imediatamente, outros apenas com o tempo”.

Elisângela Macedo, 51 anos, professora de yôga, explica que para sentir os benefícios do exercício deve-se praticá-lo no mínimo três vezes por semana. Depois de seis meses de prática é perceptível a melhora. “No aspecto físico, a evolução consiste na consciência corporal, fortalecimento e relaxamento muscular, melhora da circulação sanguínea, melhora na postura e aumento da flexibilidade”. Elisângela, que prática a técnica há 20 anos, afirma que, na parte psicológica e emocional, acontece uma redução do estresse, da depressão e da ansiedade.

Para a psicóloga, Eliani Veiga Schultz, 32 anos, o grande problema do mundo contemporâneo é que ninguém dá atenção aos seus chamados internos e isso acaba desencadeando uma ansiedade coletiva. A terapeuta analisa que todo o trabalho que proporcione um auto-conhecimento ao ser humano deve ser incentivado. “A partir do momento que paramos para entrar em contato com o nosso interior temos a sensação de bem-estar e felicidade”.

Ouça aqui a entrevista com a psicóloga com especialização em Yôga, Ivete Maria Hilgenstieler

Segundo a professora de educação física, com especialização em yôga, Vivian Ferreira, 42 anos, existem seis tipos Yôga:

Hatha Yôga: O mais comum dos exercícios. O relaxamento e alongamento se foca em trabalhar mente e espírito por meio do corpo. Apesar de não haver um aprofundamento teórico este exercício foi o que mais gerou ramificações e estilos.

Ashtanga Yôga: Criado a partir do Hatha, o exercício trabalha seis séries fixas. Os alunos que vão tento uma maior flexibilidade e força no corpo e concentração na mente, vão passando para a outra série sucessivamente.

Iyengar Yôga: Também vindo do Hatha, o exercício tenta despertar no indivíduo emoções interiores esquecidas. Trabalha bastante a parte muscular do corpo.

Power Yôga: Os praticantes combinam movimentos corporais vigorosos com uma respiração dinâmica. Além das posturas do yôga e demais movimentos que são acrescentados durante a aula.

Kundalini Yôga: Busca o despertar da energia na base da coluna, no primeiro chacra e expande para todo o corpo em conjunto com a concentração do praticante.

Raja Yôga: Meditação define essa prática. A preocupação maior é com o desenvolvimento espiritual, e não físico, de quem pratica o exercício.

História do Yôga no Brasil (http://www.uni-yoga.org.br/_v2/index.php?notenc&p=8)

Programa Linha Verde cria e reestrutura parques ambientais

Nove áreas de preservação serão implantadas para o lazer da população de Joinville

Edson Azevedo – edson.jve@hotmail.com

Apoiar o desenvolvimento de Joinville, a partir da implantação de parques destinados ao lazer e a recreação da população. Este é o objetivo do programa Linha Verde, que vai implantar uma rede de nove parques em diferentes regiões da cidade e um plano cicloviário de aproximadamente 60 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas urbanas integrando todos os parques. O valor total do financiamento junto ao FONPLATA (Fundo de Desenvolvimento para a Bacia do Prata) é de US$ 14.75 milhões, revela o arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (IPPUJ) e um dos responsáveis pela execução das obras Celso Lanim.

O complexo Porta do Mar, obra de qualificação urbana da orla da Lagoa do Saguaçu, com atracadouro, decks, implantação de sistema de comunicação visual, equipamento urbano, iluminação pública, praça em níveis, restaurantes e quiosques, tem como elemento principal a construção de um monumento em forma de arco simbolizando a Porta do Mar. Servindo como mirante para a magnífica paisagem da Baía da Babitonga, a Porta do Mar permitirá visualizar as 10 ilhas, o centro histórico de São Francisco do Sul e o contorno da Serra do Mar.

Mata nativa, mangue, sambaqui e rios. Nesse cenário, será instalado o Parque da Cidade, como medida de união do lazer à preservação do meio ambiente. O parque, que inclui em seu programa equipamentos como playground, mirantes, quadras de esporte, espaços para educação ambiental, tem como vantagem um ambiente de lazer à população joinvilense.

Totalmente envolvidos pela cidade, os quase 390 hectares do Morro da Boa Vista apresentam uma das maiores reservas de Mata Atlântica em área urbana. A importância ambiental e paisagística para a cidade e a necessidade de disponibilizar áreas de lazer e recreação dotadas de infra-estrutura.

Qualidade de vida

“A manutenção das lagoas e a preservação da mata de seu entorno garantirá o ecossistema que abrigam e seu importante papel na dinâmica das águas, minimizando cheias, além de integrar a preservação ambiental com a prática de esportes e caminhadas contemplativas”, detalha Celso Lanim.

Projetado para proporcionar a população entretenimento e informações sobre Joinville, a fonte dos desejos, o largo da fonte, o caminho das águas, as águas dançantes, os espelhos d’água e as cascatas, são algumas das atrações e foram concebidas com técnicas adequadas ao tratamento sustentável dos elementos naturais, especialmente a água.

O Morro do Iririú, com 198 metros de altitude, apresenta, ainda, boa parte da cobertura vegetal original e sua importância para Joinville pode ser comparada ao Morro da Boa Vista. A revitalização do Parque Morro do Finder, juntamente com a inclusão de novos equipamentos, complementa o programa Linha Verde.

Exploração racional

“Atuar na preservação, conservação e recuperação do meio ambiente com equipamentos adequados que possibilitem ações racionais capazes de responder as necessidades sociais são as propostas para a segunda etapa de implantação do Caieira”, enfatiza Lanim.

O projeto tem como objetivo a exploração de forma racional e sustentável do potencial turístico do lugar, em consonância com a conservação dos atrativos naturais, históricos e culturais, ofertando uma alternativa de desenvolvimento para a comunidade local.

Finalmente, o Eixo Ecológico Leste compõe-se de um complexo viário com tratamento paisagístico diferenciado e ciclovias. O percurso do Eixo Ecológico Leste, para efeito desse programa, ligará os bairros Comasa e Jardim Iririú, no limite do Canal dos manguezais e adentra os bairros Jardim Iririú e Aventureiro.

Serrana conquista o título da Primeirona

O Serrana, time do bairro Jardim Iririú, chegou à final com a melhor campanha, após ter ganho o primeiro jogo de 4 a 0. O time do bairro Jardim Iririú é formado por muitos ex-profissionais, vários deles ex-jogadores do JEC. Quase todos eles com muita experiência no campeonato amador. Porém, esse é o primeiro título da equipe na primeira divisão do campeonato.

Felipe Silveira – felipopovfelps@gmail.com

Com um time quase profissional, o Atlético Serrana conquistou o título da Primeirona, o campeonato amador de futebol joinvilense. O jogo ocorreu na Arena Joinville, no domingo, 17 de novembro, após ter sido cancelado duas vezes por causa da chuva que não pára de cair na cidade. O adversário era o Grêmio Krona e o resultado do jogo foi 1 a 0.

O Serrana chegou à final com a melhor campanha, após ter ganho o primeiro jogo de 4 a 0. O time do bairro Jardim Iririú é formado por muitos ex-profissionais, vários deles ex-jogadores do JEC. Quase todos eles com muita experiência no campeonato amador. Porém, esse é o primeiro título da equipe na primeira divisão do campeonato.

“Nós lutamos muito para formar esse time”, conta Oliveira, capitão do Serrana. Ele revela que o pior momento do campeonato foram as críticas que fizeram ao time. “Diziam que esse time era só de estrela e que não iríamos ganhar nada. Nós assumimos a responsabilidade e conquistamos a taça”.

Para o técnico do Krona, Teco, o resultado foi justo. “O Serrana é um time mais preparado, com muitos profissionais e jogadores experientes”. Para ele, o Krona perdeu o campeonato no primeiro jogo quando entrou apático em campo. “Hoje nós entramos determinados e o jogo foi bem diferente”.

Falando em jogo, a partida final foi razoável. O primeiro tempo não teve grandes emoções e acabou em 0 a 0. Na volta do intervalo, o Serrana dominou o jogo. Logo aos dois minutos, o atacante Lu recebeu no lado esquerdo da área e empurrou pra rede. As subidas do Krona eram raras. O time do bairro Vila Nova destacava-se pela marcação forte.

Quando o juiz apitou o final da partida, todo o time do Serrana correu para o centro do campo comemorar o título. O técnico Toninho Gambeta resumiu o sentimento do grupo enquanto se dirigia ao encontro do time: “Um campeonato tão difícil como esse a gente tem que comemorar”.

Decoração natalina foge do tradicional

Os clientes movimentam as lojas para as compras dos enfeites de Natal, em Jaraguá do Sul e fazem questão de incluir o Alce e o Boneco de Neve na decoração

Daiana Constantinodaiana_constantino@hotmail.com

A decoração natalina foge do tradicional. Os artigos perdem, em parte, os tons de vermelho e ganham destaque nas cores lilás, marrom, verde, roxo, rosa e cobre. E o papai Noel não está mais sozinho. Quem compra faz questão de levar o alce (a rena) e o boneco de neve para acompanhar o bom velhinho na decoração. “São os companheiros do papai Noel”, disse a comerciante Etelmaris Schmitz Regis, de Jaraguá do Sul.

Os clientes já largaram na maratona das compras dos enfeites de Natal. Com uma loja aberta especialmente para a venda de itens natalinos, a comerciante afirma que o movimento é constante. A dica aos fregueses é “garantir os produtos e aproveitar a variedade de peças”. A expectativa é esgotar o estoque até final de novembro. “Os enfeites de Natal representam 20% a mais nas vendas”, afirma Etelmaris, que há mais de 12 anos trabalha no comércio.

Para quem deseja preparar a residência para a chegada do dia 25 de dezembro, o valor de uma árvore de Natal pode variar de R$ 100 a R$ 1.200. Mas, a comerciante ressalta que o importante é “não esquecer que além de preparar o espírito natalino da casa, também se deve preparar o espírito interior de cada pessoa” para o Natal.

E para decorar sem que o valor dos enfeites pese no bolso, as lojas de preços únicos da cidade oferecem vários artigos natalinos, como pisca-pisca, bolinhas coloridas, barba, touca, máscara de papai noel, fitas e laços, guirlanda, entre outros itens. De acordo com a gerente de um estabelecimento do município, Franciele Vieira Bertoldi, 28 anos, a casa pode ficar decorada com produtos de R$ 1,99 e R$ 4,99. Dados da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), de Jaraguá do Sul, apontam expectativa de 7% a 8% de aumento nas vendas vinculadas ao Natal, em relação ao mesmo período do ano passado.

Vai faltar planeta?

O relatório Planeta Vivo 2008, da WWF Brasil, mostra que o atual modelo de consumo e a alta degradação ambiental levarão a um colapso dos recursos naturais a partir de 2030

Rayana Borba – rayanab@gmail.com

Alerta: o relatório Planeta Vivo (http://www.wwf.org.br/index.cfm?uNewsID=16180), publicação da WWF Brasil, avisa que a capacidade de regeneração dos recursos naturais da Terra já excede 30%. Tal índice mostra que, se continuar no mesmo ritmo, serão necessários dois planetas em 2030.

Cynthia Rinnert é doutoranda em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente no Instituto de Botânica de São Paulo e entende de recursos naturais. Para ela, a previsão feita pela WWF é verdadeira e perigosa. “Certamente temos um grande problema. O atual modelo econômico nos faz acreditar que os recursos naturais são infinitos e que a natureza se auto-recuperará”, diz. Mesmo diante dessa perspectiva desanimadora, ainda há o que se fazer para retardar a crise.

Mestre em engenharia ambiental, Cynthia acredita que não é possível salvar o planeta. De qualquer forma, não se deve dispensar pequenas ações cotidianas que contribuem para que o colapso ambiental seja retardado e tenha menor impacto. “A responsabilidade é de todos nós. Não podemos mudar o mundo, mas se cada indivíduo tomar alguma medida, certamente faremos a diferença”, lembra.

As medidas às quais Cynthia se referem são a redução do tempo de banho (economizando água e energia), a reciclagem do lixo e a não utilização de materiais descartáveis. “Não sou adepta aos copos descartáveis. Tenho minha própria xícara e a lavo com água e sabão”, comenta a ambientalista que afirma serem utilizados menos recursos para a lavação do que para a produção de um copo plástico.

Diariamente são 500 denúncias sobre pornografia infantil na internet

Práticas do crime de pedofilia contra crianças e adolescentes serão investigadas

Rogério Giessel – rogeriogiessel@hotmail.com

O assustador relatório divulgado em julho desse ano pela Organização Não Governamental SaferNet, responsável pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, e que contabilizou mais de 35 mil denúncias de pornografia infantil somente no primeiro semestre de 2008, foi tema em Brasília, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia no Senado.

O balanço da ONG ressaltou o agravamento do problema. Somente neste ano, a Central de Denúncias recebeu 35.049 notificações de pornografia infantil na web, uma demanda de 500 denúncias por dia. A pornografia infantil concentra o maior número de queixas recebidas pela central que combate esse tipo crime e os relacionados aos direitos humanos. Em 2007, o uso de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes ocasionou 267.089 denúncias, mais do que o dobro do número em relação ao ano anterior. As região que registra o maior número de ocorrências e a Nordeste, seguidas pela Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.

De acordo com o senador Magno Malta (PR-ES), autor do requerimento de criação, a dimensão do problema se deu após a Operação Carrossel, realizada pela Polícia Federal (PF) no dia 20 de dezembro do ano passado. Na ação de combate à pedofilia na Internet, a PF cumpriu 102 mandados de busca e apreensão em 14 Estados e no Distrito Federal.

Magno Malta ressaltou no requerimento que é preciso investigar a pornografia infantil na Internet e suas possíveis relações com o crime organizado. “Ainda não temos uma legislação específica para a pedofilia. Fizemos apenas alguns arranjos dentro do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas temos que aplicar legislação correlata para tipificar esse crime”, disse Malta ao site da ONG SaferNet .

Para o especialista e presidente da ONG, Thiago Tavares, é preciso ter cuidado ao definir o foco da Comissão. Tavares entende que a questão central é o cumprimento da legislação existente. Ele destaca o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de dois a seis anos de prisão para a prática de pornografia infantil.

O representante da ONG acredita que a importância da CPI estaria na discussão do papel do Estado. “Deveria ser discutida a estrutura disponível na Polícia Federal e nas Polícias Civis dos Estados para investigar esse tipo de crime”, informou Tavares.

Carolina Padilha, coordenadora de programas do Instituto World Childhood Foundation (WCF), alerta para um erro conceitual da CPI. “A pedofilia em si não configura um crime. É uma doença. O que acontece é que pedófilos cometem, por vezes, o crime de violência sexual”, explica. “Tem uma questão séria de conceito, e é importante que seja corrigida”.

A coordenadora acredita que a prioridade deveria ser o cumprimento das propostas apresentadas em 2004 pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Exploração Sexual, como projetos de lei que ainda estão em tramitação. “É importante revisar os resultados e as propostas da última CPMI e ver se não existe duplicidade nos temas da CPI da Pedofilia”, afirma.

O que é pedofilia

É uma psicopatologia, um distúrbio sexual que leva o indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído de modo compulsivo por crianças e adolescentes.

Pornografia infantil

Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou Internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente (Artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, cuja pena prevista é de dois a seis anos de prisão).

Denúncias

Disque 100 (discagem gratuita em todo o território nacional)
Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil – Ministério da Justiça.