Economia Solidária: uma alternativa é inaugurada

Seminário de Economia Solidária propõe debate sobre a solidificação da nova modalidade

Troca Solidária

Ariadna Straliottoariadnastraliotto@gmail.com

O conceito de Economia Solidária, conhecido também como Economia Popular, teve sua origem nas décadas de 70 e 80, quando o fenômeno do desemprego começava a se mostrar no Brasil. No último Fórum Social Mundial, foi deliberado o uso do termo economia solidária.

Em Joinville, segundo dados do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, há 31 empreendimentos solidários mapeados. Os grupos, alguns estruturados em cooperativas formais, trabalham com os mais variados tipos de produtos e serviços, desde hortaliças, apicultura, artigos de cama, mesa e banho até transporte escolar e hotelaria. Os integrantes dos grupos tem o trabalho norteado por alguns princípios, tais como: trabalho em rede, cooperação, geração de renda, preservação ambiental e consumo responsável.

O Instituto Consulado da Mulher, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), mantida pela Whirpool S.A., apóia oito empreendimentos na maior cidade do estado catarinense.

No Brasil, são R$ 21.859 empreendimentos em atividade, sendo que deste total, 10% tem faturamento mensal superior a R$ 50 mil.

Paulo Dalfovo Neto, coordenador de programas sociais da Whirpool e representante do Consulado, afirma que a economia solidária, não se baseia no assistencialismo. “Não se trata de uma solidariedade de dar as coisas para os outros. Mas sim de uma economia sólida e rígida que funcione para que todos tenham acesso à qualidade de vida.”

No último dia 17 de outubro, o Consulado promoveu o primeiro seminário de Economia Solidária, no auditório da Amunesc (Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina). O público, formado por 65 pessoas, que já defendem a bandeira da Ecosol, pode conferir a palestra de Paulo Dalfovo cujo enfoque foi o contraponto entre a economia capitalista e a economia solidária e a palestra de Iara Neitsch Honorato, educadora social do instituto, que explanou a respeito da ampla participação feminina na Ecosol. Além disso, Bruno Schmit apresentou o histórico do Centro Público de Economia Solidária de Itajaí (Cepesi) do qual é representante.

Os centros públicos são uma iniciativa da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e têm como objetivo converter-se em espaço para a formação, articulação, mobilização e comercialização dos grupos que trabalham com Ecosol. Hoje, o Cepesi tem dez grupos na loja que faturam de 3 a 4 mil reais mensais.

Paulo Dalfovo ressaltou que a Economia Solidária ainda não tem condições de “brigar frente à frente com essa economia atual”. “Infelizmente nós ainda precisamos dessa economia normal. A maioria dos nossos clientes pertence a essa economia e nós temos que ter essa ligação com eles. Não há como sermos independentes de uma economia que envolve uma cadeia complexa de produção e distribuição.”

Após as palestras e o debate, foi organizado um momento de troca solidária.

Cada participante levou um ou mais objetos e apresentou a característica dos mesmos na grande roda. Ao fim, foi dada à largada para o início das trocas. O tempo foi cronometrado: durante cinco minutos cada um podia negociar seu produto quantas vezes quisesse.

Na roda havia de tudo um pouco: bijuterias, livros, DVD´s, bonecas de pano, cachecol, caixas de presente, bolsas, chaveiros, trilhos de mesa, peças de Natal e uma variedade de produtos artesanais. A proposta é constituir um clube de troca solidária em 2008 que irá se reunir em um espaço cedido pela Secretaria de Bem Estar Social. Carmen Erger, integrante do grupo Delícias Solidárias, é uma das mentoras da idéia. Segundo ela há três tipos de troca solidária: de saberes, de produtos e serviços. Com a criação do clube de trocas, a expectativa é fomentar a integração dos empreendimentos e, mais adiante, implantar uma moeda social.

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